MEDITAÇÃO 26 DE ABRIL A 09 DE MAIO 2010
26-04-2010
Na verdade tenho também como perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor. (Fp 3.8.)
Brilhar custa sempre alguma coisa. A luz só brilha às custas daquilo que a produz. Uma vela não produz luz se não for acesa. Ela precisa arder, para brilhar. Nós não podemos ser de grande utilidade para os outros sem que isso nos custe. Arder sugere sofrimento. E sempre nos retraímos à idéia de sofrer.
Somos inclinados a pensar que estamos fazendo o maior bem ao mundo, quando somos fortes e capazes para o dever ativo e quando temos o coração e as mãos cheios de bons serviços.
Quando somos chamados de parte e nos sobrevém o sofrimento, quando estamos doentes, quando estamos consumidos de dor, quando todas as nossas atividades têm que ser deixadas, sentimos que não temos utilidade alguma, que nada estamos fazendo.
Mas, se formos pacientes e submissos, é quase certo que somos maior bênção para o mundo em nosso tempo de sofrimento e dor, do que nos dias em que pensávamos estar fazendo o máximo do nosso trabalho. Estamos ardendo, agora, e brilhando, porque estamos ardendo. — Evening Thoughts
"A glória de amanhã tem suas raízes no sofrimento de hoje."
Muitos querem a glória sem a cruz, o brilho sem a queima; porém, antes da coroação vem a crucificação.
Com Tua mão, a Tua mão ferida,
Quebra a dureza deste coração!
Unta com óleo esta cerviz erguida,
Dobra-a de todo sob a Tua mão!
Quero provar a Cruz em minha vida;
Provar a vida de ressurreição;
Provar as glórias da alma redimida;
A plenitude desta salvação!
És meu. Sou Teu.
Eu sei que foi ouvida De Ti,
Senhor, a minha petição.
Ao pé da Cruz, minha alma já rendida,
De fé em fé, siga na Tua unção!
E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. (Ap 1.18.)
As árvores, as flores, as borboletas, a primavera, as vozes da natureza nos falam da ressurreição.
Meditemos e deixemos a nossa alma impregnar-se desta esperança, desta certeza. Até que, como Paulo, mesmo caminhando para a morte, sigamos triunfantes, em certeza de fé e com o rosto sereno e brilhante. Ele vive! — Adaptado
Levou todas as dores o Cordeiro.
Só; rejeitado; verme; ensangüentado...
"Homem de dores", tão desfigurado...
Todas as dores sobre Si levou.
As minhas dores sobre Si levou.
Levou os pecados todos o Cordeiro.
O oculto; o "leve"; o torpe; o hediondo e cru.
Morreu. Desamparado, exposto, nu.
Todo o pecado sobre Si levou.
O meu pecado sobre Si levou.
Levou todas as mortes o Cordeiro.
Trevas. Potências. Desamparo e brado, Terremoto e furor!
— "É consumado!" E toda a morte sobre Si levou.
A minha morte sobre Si levou.
Manhã.
Silêncio.Túmulo vazio.
Paz; salvação:
Perdão, graça, vitória,
Vida — Vida abundante, eterna! Glória!
Tudo pra mim.
Um pastor estava em seu escritório escrevendo um sermão de Páscoa, quando um pensamento tomou conta dele: seu Senhor estava vivo! Pôs-se de pé num salto, alegremente, e, andando de lá para cá, repetia para si mesmo: "Pois Cristo está vivo, Ele não é o grande 'Eu era', mas o grande 'Eu sou'!" Sim, Ele não é apenas um fato, mas um fato vivo. Gloriosa verdade da Páscoa!
Nós cremos num Senhor ressurreto. Não nos voltemos para o passado para adorá-lO junto ao túmulo, mas olhemos para cima e para a Sua presença em nós, para que adoremos o Cristo vivo. E porque Ele vive, nós também viveremos. — Abbott
E os filhos de Israel clamaram ao Senhor, e o Senhor levantou aos filhos de Israel um libertador, e os libertou... irmão de Caleb, mais novo do que ele. E veio sobre ele o Espírito do Senhor. (Jz 3.9,10.)
Deus está preparando os Seus heróis; e quando a oportunidade chega, Ele pode colocá-los em seu lugar, num momento; e o mundo se admira, pensando de onde terão vindo.
Deixemos que o Espírito Santo nos prepare através das disciplinas da vida; e quando tiver sido dado ao mármore o toque final, será fácil para Deus colocar-nos no pedestal e ajustar-nos em nosso nicho.
Vem vindo um dia em que, como Otniel, nós também julgaremos as nações e governaremos e reinaremos com Cristo na terra, no milênio. Mas até à chegada daquele dia glorioso, precisamos deixar que Deus nos prepare — como fez com Otniel em Quiriate-Sefer — entre as aflições e as pequenas vitórias da presente vida, cujo significado talvez nem sonhemos. Estejamos seguros disto, e se o Espírito Santo tiver um Otniel pronto, o Senhor do céu e da terra terá um trono preparado para ele. —A. B. Simpson
Pai, dá-me a mão;
Eu sei que é só um túnel,
Porém é muito escuro e nada vejo.
Quero sentir-Te a mão,
Ouvir-Te a voz.
Fala sempre comigo,
E mais depressa
Verei passar o tempo deste escuro.
Até que chegue ali, à plena luz,
E receba a coroa, após a cruz.
“Toda estrada da vida humana desce de vez em quando ao vale. Todo homem tem que atravessar o túnel da tribulação antes de poder viajar pela estrada elevada do triunfo."
Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós. (Tg 5.17.)
Graças a Deus por isso! Ele deitou-se em baixo de um zimbro, como você e eu já fizemos tantas vezes; queixou-se e murmurou, como nós também fazemos tantas vezes; foi incrédulo, como tantas vezes temos sido. Mas, quando realmente tocou a Deus, não foi isso que aconteceu. Embora "homem sujeito às mesmas paixões que nós", "ele orou em oração". É interessante observar que o original não diz "fervorosamente", mas "ele orou em oração". Ele continuou orando. Qual a lição aqui? Precisamos continuar orando.
Venha ao cume do Carmelo e veja aquela admirável lição de fé e vista. O necessário agora não era a descida de fogo, mas de água; e o homem que pode ordenar a vinda de um, pode ordenar a vinda de outro, pelos mesmos meios e métodos. Lemos que ele se prostrou com o rosto entre os joelhos; isto é, fechou-se de tudo o que entrasse pela vista ou pelos ouvidos. Colocou-se numa posição em que, sob seu manto, não podia ver nem ouvir o que se passava em volta.
E disse ao servo: "Sobe, e olha." O servo foi, voltou e disse: "Não há nada."
Dizemos: "É exatamente como eu pensei!" e desistimos de orar. Foi o que Elias fez? Não, ele disse: "Volta." O servo voltou e veio outra vez, dizendo: "Nada!" "Volta." "Nada!"
Mas uma vez ele voltou, dizendo: "Eis aqui uma pequena nuvem, como a mão de um homem". A mão de um homem estivera erguida numa súplica, e em breve caiu a chuva; e Acabe não teve tempo de voltar até à porta de Samaria com todos os seus rápidos cavalos. Eis uma lição de fé e vista — a fé, fechando-se a sós com Deus; a vista, observando e nada vendo; a fé, prosseguindo, e "orando em oração", ainda com as desesperançosas notícias da vista.
Você sabe como orar dessa maneira, como orar prevalecendo? Traga a vista as desanimadoras notícias que trouxer, não lhes dê atenção. O Deus vivo ainda está nos céus, e mesmo a demora é parte da Sua bondade. —Arthur T. Pierson
As vacas feias à vista, e magras, comiam as sete formosas à vista, e gordas. ...As espigas mirradas devoravam as sete espigas grandes e cheias. (Gn 21.4,7.)
Há uma advertência para nós neste sonho: os melhores anos da nossa vida, as melhores experiências, as melhores vitórias conquistadas, o melhor serviço prestado, podem ser devorados por tempos de fracasso, derrota, desonra e inutilidade no reino de Deus. Algumas vidas, que tanto prometiam e já realizavam bastante, terminaram dessa maneira. É doloroso pensar, mas é verdade. Contudo, não é necessário que seja assim.
Como disse S. D. Gordon, a única certeza de segurança contra essa tragédia é "um sempre renovado contato com Deus", diariamente, de momento a momento. As experiências benditas, frutíferas e vitoriosas de ontem não só não valem para mim hoje, como na verdade serão devoradas ou anuladas pelos fracassos de hoje, a menos que sirvam de incentivo para experiências melhores e mais ricas.
A única maneira de conservar fora da minha vida as vacas magras e as espigas mirradas é permanecer em Cristo, num "sempre renovado contato com Deus". —Messages for The Morning Watch
Perto de Deus
— Andando todo o dia
Perto de Deus, na Sua companhia.
Trazendo os fardos para Deus levar;
E os meus caminhos, para Deus guiar;
Trazendo as dores, falhas e pecado;
NEle esperando, nEle só firmado;
DEle escutando que sou filho amado!...
Andando em meu viver,
Perto de Deus.
O Deus que não pode mentir prometeu. (Tt 1.2.)
Ter fé não é elaborar, pelo poder da vontade, uma espécie de certeza de que algo vai acontecer, mas é ver como fato real que, se Deus falou, aquilo vai acontecer, e é verdade; e então regozijar-se em saber que é verdade, e simplesmente descansar porque Deus o falou.
A fé torna a promessa em profecia. Enquanto é simplesmente uma promessa, está dependendo da nossa cooperação. Mas quando a fé a reclama para si, torna-se uma profecia, e seguimos o nosso caminho sabendo que é algo que vai ser feito, porque Deus não pode mentir. — Days of Heaven upon Earth
Ouço muitas pessoas orarem pedindo mais fé, mas quando atento bem para o que dizem, muitas vezes descubro que não é realmente mais fé que estão querendo, mas a mudança de fé em vista. Querem ver para crer.
A fé não diz: "Vejo que isto é para o meu bem, então é Deus que o deve ter mandado", mas: "Deus o mandou, então é para o meu bem."
A fé, quando anda no escuro com Deus, só ora para que Ele segure mais forte a sua mão. — Phillips Brooks
Não É fé na sua fé que Deus lhe pede.
Mas fé nAquele que é fiel, e prometeu.
Se temos dEle uma promessa, aquilo é nosso.
Crendo, aguardemos, que há de vir o que nos deu.
O Senhor tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo. (Sl 103.19.)
Certo dia no princípio da primavera, eu estava saindo à porta, quando de repente um golpe de vento noroeste veio entrando — impiedoso, desagradável, debilitante — levantando, ao passar, uma nuvem de poeira.
Fechei a porta e estava tirando a chave do trinco, quando disse um tanto impaciente: "Ah, esse vento, gostaria que ele..." — eu ia dizer: mudasse, mas contive a palavra e a frase nunca se completou.
Enquanto fui andando, o pequeno incidente tornou-se para mim numa parábola. Era como se um anjo tivesse vindo a mim, dizendo:
"Meu Mestre te saúda e manda-te isto.,,
"O quê?" perguntei.
"A chave dos ventos", disse o anjo, e desapareceu.
Agora sim eu ia ficar contente! Corri para o lugar de onde vinham os ventos e me pus entre as suas cavernas. "Pelo menos acabarei com o vento noroeste, e ele não nos aborrecerá mais", exclamei. E fazendo recolher-se aquele vento indesejável, fechei a porta atrás dele. E ouvi os seus ecos pelas cavernas. Virei a chave na fechadura, em triunfo.
"Pronto", falei, "acabamos com ele."
"Qual escolherei no seu lugar?" perguntei a mim mesmo, olhando em volta. "O vento sul traz bom tempo": e pensei nos rebanhos e em toda vida nascente em toda parte, e nas flores despontando nas cercas-vivas. Mas quando coloquei a chave na sua porta, ela começou a me queimar a mão.
"O que estou fazendo?", exclamei. "Quem sabe que danos irei causar? Como posso saber o que querem os campos? Milhares de males podem resultar desta minha loucura."
Confuso e envergonhado, olhei para cima e orei para que o Senhor me enviasse o Seu anjo outra vez para tomar a chave; e de minha parte prometi que não a quereria mais.
Mas eis que o Senhor mesmo Se pôs ao meu lado e estendeu a mão para pegar a chave. Ao deixá-la em Sua mão, vi que pousou de encontro ao sagrado sinal do cravo.
Doeu-me pensar que alguma vez eu tivesse murmurado contra qualquer coisa executada por Aquele que trazia tão sagradas marcas de amor. Ele então tomou a chave e a colocou no Seu molho.
"Tu é que guardas as chaves dos ventos?" perguntei.
"Sim, meu filho", respondeu com mansidão.
Olhei outra vez para aquele molho, e lá estavam todas as chaves de toda a minha vida. Ele viu meu olhar surpreso e perguntou: 'Não sabias, meu filho, que o meu reino domina sobre tudo?"
"Sobre tudo, meu Senhor!" respondi; "então não convém que eu murmure contra coisa alguma?" Ele colocou a mão amorosamente sobre mim e disse: "Meu filho, a única coisa que te convém é, em tudo, amar, confiar e louvar." — Mark Gui Pearse
E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. (Joel 2.32.)
Por que não invocar o Seu nome? Por que correr para esta e aquela pessoa, quando Deus está tão perto e ouvirá o meu fraco chamado? Por que sentar e inventar planos e traçar esquemas? Por que não ir imediatamente ao Senhor e lançar-me sobre Ele, e o meu fardo comigo?
Aquele que prossegue em frente sem se distrair é o melhor corredor — por que não corrermos de uma vez para o Deus vivo? Em vão buscarei livramento em qualquer outra parte. Mas em Deus o acharei; pois ali tenho a Sua promessa, que é garantida.
Não preciso perguntar se posso ou não invocá-lO, pois a expressão "todo aquele" inclui a mim também. Ela se refere a qualquer pessoa que invocar a Deus. Seguirei, portanto, a direção do texto e imediatamente invocarei ao Senhor que fez a promessa.
O meu problema é urgente e não vejo como posso obter livramento; mas isto não compete a mim. Aquele que fez a promessa achará caminhos e maneiras de cumpri-la. Minha parte é obedecer ao Seu mandamento; não cabe á mim dirigir Seus conselhos. Eu sou Seu servo, não Seu inquiridor. Eu O invocarei, e Ele me salvará. — C. H. Spurgeon
Ele faz a ferida e ele mesmo a ata; ele fere, e as suas mãos curam. (Jó 5.18.)
O ministério de uma grande dor
Ao passarmos ao pé de colinas que foram sacudidas por algum terremoto e rasgadas por abalos, descobrimos que depois dos períodos de destruição vêm tempos de calma. Junto às rochas desmoronadas, lá estão poças de água calma; lírios dágua crescem viçosos e juncos sussurram na sombra; a cidade levanta-se outra vez sobre os túmulos esquecidos, e a torre da igreja parece fazer um renovado apelo à proteção dAquele de quem diz o salmista: "Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes lhe pertencem." — Ruskin
No maior temporal
Deus te mostra um abrigo;
Um refúgio real
Contra todo perigo.
É uma Rocha eficaz,
Firme porto de esperança.
Nela só, provarás
Plena paz, segurança.
Densas nuvens de dor
Vêm cercar-te de perto;
Ansiedade e temor
Te ameaçam, por certo.
Ergue os olhos e vê
Teu abrigo no Rochedo.
Entra ali, nEle crê,
Perderás todo o medo.
Nesse abrigo acharás
O descanso almejado.
Salvação, gozo e paz
Deus te tem reservado.
Essa Rocha É Jesus,
Preparada aos que perecem;
Vento e mar, treva e luz,
Ao Seu mando obedecem.
No Calvário, por ti,
Foi a Rocha ferida;
Contra o mal, tens ali
Para sempre, guarida.
No refugio de Deus
Entra agora, pressuroso!
Ele o dá para os Seus,
Vem provar Seu repouso!
Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o Senhor emboscadas e foram desbaratados. (2 Cr 20.22.)
Ah, como deveríamos argumentar menos sobre as nossas aflições e dificuldades, e cantar mais, louvar mais! Há milhares de coisas que nós usamos como algemas e que poderíamos usar como instrumentos cheios de música, se apenas soubéssemos como.
Aqueles que ponderam, consideram, pesam os afazeres da vida, estudam o misterioso desenrolar da providência de Deus, e imaginam por que são eles sobrecarregados, e torcidos, e pisados — quão mais felizes seriam e quão mais alegre a sua vida se, em vez de se deixarem ficar revolvendo nesses pensamentos, tomassem cada dia as suas experiências e, elevando-as à presença de Deus, Lhe agradecessem por elas.
É mais fácil esquecermos os nossos cuidados com cânticos, do que com raciocínios e argumentações. Cante pela manhã. Os pássaros são os primeiros a cantar, e são os seres mais livres de cuidado que conhecemos.
Cante à noite. Cantar é a última coisa que fazem certos passarinhos: quando já completaram seu trabalho diário, quando deram o último vôo do dia e apanharam seu último bocado, então, no ramo mais alto, cantam um canto de louvor.
Ah, oxalá, cantássemos de manhã até a noite. Sim, oxalá os nossos cânticos enchessem os ares por todo o dia. — Selecionado
Regozijai-vos sempre no Senhor. (Fp 4.4.)
O segredo do Senhor é para os que o temem. (Sl 25.14.)
Há segredos da providência de Deus que Seus filhos podem aprender. Para quem vê de fora, o modo de Deus agir para com os Seus às vezes parece cruel e terrível. Mas a fé vai mais adiante e diz: "Isto é segredo de Deus. Vocês olham apenas para o exterior; eu posso olhar mais além e ver a Sua intenção."
Às vezes, diamantes são embrulhados em pacotes grosseiros, para que ninguém suspeite o valor do que está ali dentro. Quando o Tabernáculo foi construído no deserto, não havia riqueza na sua aparência exterior. O material precioso estava todo dentro, e a cobertura externa, de pele de animais marinhos, não dava idéia das coisas valiosas que continha.
Deus pode mandar-lhe, amigo, alguns pacotes com conteúdos valiosos. Não se aflija se vierem com uma aparência grosseira. Pode estar certo de que ali dentro estão escondidos tesouros de amor, de bondade e de sabedoria. Se aceitarmos o que Ele nos manda e confiarmos nEle quanto à bondade ali contida, mesmo no escuro, conheceremos o significado dos segredos da Sua providência. — A. B. Simpson
Quem é dominado por Cristo pode dominar cada circunstância. Caro leitor, se as circunstâncias o estão pressionando fortemente, não se rebele. É a mão do Oleiro. Você não alcançará domínio sobre as circunstâncias, rebelando-se contra elas, mas suportando a disciplina que elas encerram. Pois elas não somente nos transformam num vaso de honra e beleza, como também tornam úteis os nosso recursos espirituais.
Disse-lhes Jesus uma parábola, sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer. (Mt 18.1.)
Na vida de intercessão nenhuma tentação é tão comum como a de deixar de perseverar. Começamos a orar por determinada coisa; apresentamos as nossas petições por um dia, uma semana, um mês; então, não recebendo ainda nenhuma resposta definida, desmaiamos, e cessamos inteiramente de orar sobre o assunto.
É uma falta de proporções incalculáveis. É nada mais nada menos que o velho costume pernicioso de começar as coisas e não acabar. Ele é prejudicial em todas as áreas da vida.
Quem forma o hábito de começar sem acabar, simplesmente formou o hábito de fracassar. Quem começa a orar por um assunto e não persiste até obter segurança da resposta, por sua vez está formando na vida de oração o mesmo hábito de fracasso.
Desanimar é fracassar. Esse fracasso produz desencorajamento e descrença na realidade da oração, e isto destrói a possibilidade de êxito.
Mas alguém dirá: "Então, por quanto tempo devemos orar? Não chegamos a um ponto em que devemos cessar de pedir e deixar o assunto nas mãos de Deus?"
A única resposta é: ore até receber o que pediu, ou então até ter a certeza, no coração, de que o receberá.
Só num desses dois casos deveríamos deixar de insistir, pois a oração não significa apenas recorrer a Deus, é também entrar em conflito com Satanás. E visto que Deus está usando a nossa intercessão como um poderoso fator de vitória nesse conflito, Ele somente, e não nós, deve decidir qual é o tempo de cessarmos com a nossa petição. Por isso, não paremos de orar enquanto a resposta não tiver vindo, ou enquanto não recebermos a certeza de que virá.
No primeiro caso, paramos porque vimos. No segundo, paramos porque cremos, e a fé do nosso coração é tão segura como a vista dos nossos olhos; pois é a fé vinda de Deus, em nós.
Cada vez mais, em nossa vida de oração, experimentaremos e reconheceremos esta certeza dada por Deus, e saberemos quando descansar tranqüilamente nela ou quando continuar a pedir até receber. — The Practice of Prayer
Fiquemos firmes na promessa de Deus até que Ele venha ao nosso encontro. Ele sempre volta pelo caminho de Suas promessas. — Selecionado
...que andam passeando dentro do fogo. (Dn 3.25.)
As chamas não impediram os movimentos deles; andavam no meio do fogo. Ele foi uma das avenidas pelas quais seguiram em direção ao ponto final. O conforto da revelação de Cristo não é que ela nos ensine a nos emanciparmos do sofrimento, mas a nos emanciparmos através do sofrimento.
Õ Deus, ensina-me a ver que, quando as sombras descem, estou apenas num túnel. Basta-me saber que um dia tudo estará bem.
Eu sei que um dia chegarei à glória da ressurreição. Mas eu quero mais, ó Pai: quero que seja o Calvário que me leve até lá. Quero ver nas sombras deste mundo as sombras de uma estrada — a estrada para a casa de meu Pai. Diga-me que eu tenho somente que subir esta avenida pois a Tua casa fica lá no alto! Eu não sofrerei dano algum do sofrimento, se andar no meio do fogo. — George Matheson
Ó Pai, eu estremeço ao ser provado!
Sei que sairei como ouro refinado,
Mas enquanto no fogo,
Quero ver-Te a meu lado.
Quero ver-Te, Senhor!
Abraão permaneceu ainda na presença do Senhor.(Gn 18.22.)
Aquele que é amigo de Deus pode interceder junto a Ele em favor de outros. Talvez nos pareça que a grandeza da fé e da amizade de Abraão estivesse muito além da nossa capacidade. Contudo, não devemos desanimar; Abraão cresceu; nós também podemos crescer. Ele caminhou passo a passo, e não em grandes saltos.
O homem cuja fé foi profundamente provada, e alcançou vitória, é aquele a quem devem vir as maiores provas.
As jóias mais preciosas são trabalhadas e polidas com extremo cuidado; os metais mais preciosos são provados no fogo mais forte. Abraão nunca teria sido chamado o "pai dos fiéis", se não tivesse sido provado ao máximo. Leiamos o capítulo 22 de Gênesis:
"Toma teu filho, teu único filho... a quem amas." Podemos imaginá-lo caminhando na direção de Moriá, o coração sob disciplina, atento e indagador, mas em humilde obediência, tendo ao lado o ídolo de seu coração, prestes a ser sacrificado sob a ordem de Deus, a quem ele fielmente amava e servia!
Que repreensão para nós, quando questionamos sobre a maneira de Deus tratar conosco! Deixemos de lado todos os comentários de dúvida sobre esta cena extraordinária. Ela foi uma lição objetiva para todos os tempos. Os próprios anjos foram testemunhas.
Acaso o exemplo de fé deste homem trará sempre fortalecimento e auxílio a todo o povo de Deus? Será que, através dele, todos ficarão sabendo que uma fé firme sempre provará a fidelidade de Deus?
Sim; e tendo a sua fé suportado vitoriosamente a suprema prova, o Anjo do Senhor — quem? o Senhor Jesus, Jeová, Aquele em quem todas as promessas de Deus são sim e amém — falou a Abraão, dizendo: "Agora sei que temes a Deus". Confiaste em mim completamente, Eu também confiarei em ti; tu serás sempre meu amigo, e eu te abençoarei e farei de ti uma bênção.
É sempre assim, e sempre o será. "Os que são da fé são benditos com o crente Abraão." — Selecionado
Não é coisa de pouca monta gozarmos da amizade de Deus.
Não achou o que procurava? Então veja toda a lista!