MEDITAÇÃO 01 A 06 DE MARÇO 2010


01-04-2010

ABRIL


1º de Abril


Eu sei em quem tenho crido. (2 Tm 1.12.)


"Na tempestade", disse um velho marujo, "só há uma coisa que se pode fazer — uma só: pôr o navio em determinada posição, e conservá-lo nela."


Crente, é isso que temos que fazer. Às vezes, como Paulo, não vemos nem o sol nem as estrelas, e a tempestade que cai não é pequena. Só há uma coisa a fazer — uma só.


A razão não nos pode ajudar; as experiências passadas não nos trazem luz. Até a oração parece não trazer consolo. Só resta um caminho.


Temos que pôr a alma em determinada posição, e ali ficar.


Temos que estar escorados no Senhor; e venha o que vier — onda ou vento, trovões ou raios, vagalhões ou rochedos perigosos — não importa o quê, nosso lugar é estar atado ao leme, na certeza de que Deus é fiel; de que Ele assumiu um compromisso para conos­co em Sua aliança; de que Ele nos tem amor eterno em Cristo Jesus. — Richard Fuller


 


Melhor lugar não há


De pouso e segurança


Que os braços do Senhor.


Eu fico ali;


Espero ali;


Ali me escondo e abrigo;


Eu moro ali.


Pois nEle achei:


Meu Deus,


Meus Pai,


Meu Salvador,


Meu Mestre,


Meu Amigo. - C. M.


 


2 de Abril


Olharam... e eis que a glória do Senhor apareceu na nuvem. (Êx 16.10.)


Cultivemos o hábito de procurar nas nuvens a borda iluminada, e, achando-a, continuemos a olhar para ela, em vez de ficar olhando para o cinzento escuro do centro.


Não nos entreguemos ao desânimo, por mais oprimidos ou molestados que estejamos. A pessoa desanimada nada pode fazer. Nesse estado, ela não consegue resistir aos ardis do inimigo, nem prevalecer em oração pelos outros.


Fujamos de qualquer indício desse inimigo mortal, como fugiríamos de uma víbora. Não nos demoremos em virar-lhe as costas, ou acabaremos lambendo o pó, em amarga derrota.


Olhemos para as promessas de Deus, e digamos a respeito de cada uma delas: "Esta promessa é para mim." E se algum sentimento de dúvida ou desânimo ainda persistir, derramemos o coração diante de Deus e peçamos-Lhe que repreenda o inimigo que tão impiedosamente nos inquieta.


No momento em que o nosso coração rejeita a desconfiança ou o desânimo, o Espírito Santo desperta em nós a fé e sopra em nossa alma o vigor divino.


A princípio não temos consciência disto, mas, se com o coração resoluto, e sem olhar para os lados, continuarmos desprezando toda dúvida e depressão que nos assalta, logo teremos consciência de que os poderes das trevas estão recuando.


Se os nossos olhos pudessem enxergar o exército de força e poder que está atrás de nós cada vez que tomamos posição contra as hostes das trevas e em direção a Deus, quanto terreno o inimigo perderia em seus esforços para nos deprimir e desanimar!


Pois se o crente mais fraquinho submeter-se ao Senhor e recorrer a Ele no nome de Jesus e com a fé singela de uma criança, todo o poder de Deus estará ao seu lado.


Certo dia de outono, vi uma águia mortalmente ferida por um tiro. Seus olhos ainda brilhavam como um aro luminoso. Ali, vagarosamente, ela virou ainda a cabeça e lançou para as alturas um olhar ansioso. As alturas tinham sido o seu domínio. Mas agora lá estava à morte, porque, por um momento, esquecida, tinha voado baixo demais.


A nossa alma é como essa águia. Aqui em baixo não é o seu lugar. Ela não pode perder aquele olhar em direção ao alto. Temos de guardar a fé, guardar a esperança, guardar a cora­gem, conservar os olhos em Cristo. Se não vamos ser corajosos, é me­lhor abandonarmos já o campo de batalha, pois a hora não é para covardia. Õ minha alma, guarda os teus olhos no alto!


Olhando para o ocidente, não veremos o sol nascer. — Provér­bio Japonês


 


3 de Abril


Provei-te na fornalha da aflição. (Is 48.10.)


Atentemos para a palavrinha na. Devemos honrar o Senhor na aflição — naquilo que de fato é uma aflição. Embora tenha havido casos em que Deus não permitiu que Seus servos sentissem as chamas, contudo, regra geral, o fogo traz dor.


Mas aí mesmo é que devemos glorificá-lo, pela nossa perfeita fé na Sua bondade e amor, que permitiram a vinda de todas essas coisas sobre nós.


E mais do que isto, devemos crer que dessa situação virá alguma coisa mais para o Seu louvor, do que viria sem essa dura prova.


Algumas provas só podemos atravessar com uma grande fé; uma fé pequena não agüentaria. Precisamos conhecer a vitória na aflição. — Margaret Bottome


A fidelidade do crente é comprovada no tempo da aflição. Os moços que foram lançados na fornalha ardente saíram como entraram — exceto quanto aos cordões que os amarravam.


Quantas vezes, na fornalha da aflição, Deus nos arranca os cordões! O corpo daqueles moços ficou ileso — sua pele nem se chamuscou. Nem tampouco seus cabelos ou suas roupas, e nem cheiro de fogo passou sobre eles. E assim é que os crentes devem sair da fornalha da aflição: libertos dos cordões que os amarram e não tocados pelas chamas.


Triunfando deles na cruz. (Cl 2.15.)


Esse é o verdadeiro triunfo — triunfar sobre a doença, na doença; triunfar sobre a morte, morrendo; triunfar sobre as circuns­tâncias adversas, estando nelas. Sim, creia-me, irmão, há um poder capaz de fazer-nos vitoriosos na luta. Há uma alta posição a ser conquistada, de onde poderemos contemplar as regiões de onde viemos e cantar o nosso cântico de triunfo, e isso, ainda nesta vida. Sendo pobres, podemos levar muitos a nos considerarem ricos, e em nossa pobreza podemos enriquecer a muitos. O nosso triunfo é na circunstância. O triunfo de Cristo foi na Sua humilhação. Possivel­mente o nosso triunfo também será manifestado naquilo que aos outros parece humilhação. — Margaret Bottome


Há algo de cativante na figura de um crente cheio de tribula­ções, e tendo contudo o coração firme e cristalino. Não é verdade que há algo de valor contagiante na visão de alguém grandemente tentado, mas mais do que vencedor? Não é um tônico para o coração, vermos um peregrino, quebrado no corpo, mas conservan­do o esplendor de uma paciência não quebrada? Que testemunho do poder da graça! —J. H. Jowett


 


4 de Abril


Orou Eliseu e disse: Senhor, peço-te que lhe abras os olhos para que veja. (2 Rs 6.17.)


Esta é a oração que precisamos fazer por nós mesmos e uns pelos outros: "Senhor, abre os nossos olhos para que vejamos"; pois, à nossa volta, como foi com o profeta, estão carros de Deus e seus cavaleiros, esperando para levar-nos a vitórias gloriosas. E quando os nossos olhos são assim abertos, podemos ver em todos os aconteci­mentos da vida — grandes ou pequenos, alegres ou tristes — um "carro" para a nossa alma.


Tudo o que nos vem pode tornar-se um carro, se o tratarmos como tal; e por outro lado, a mais leve dificuldade pode ser um peso esmagador e deixar-nos em miséria e desespero, se assim a conside­rarmos.


Cabe a nós mesmos escolher o que cada circunstância será. Tudo depende não dos acontecimentos em si, mas de como os tomamos. Se nos deixamos abater em face deles e permitimos que nos esmaguem, tornam-se para nós como o carro de Jaganata, que transportava o ídolo do deus e debaixo do qual os fiéis se lançavam; mas se subimos neles como num carro de vitória e os fazemos carregar-nos para diante e para o alto em triunfo, tornam-se para nós os carros de Deus. — Hannah Whitall Smith


O Senhor não pode fazer muito com o crente abatido; por isso o inimigo procura sempre levar o povo do Senhor ao desespero e ao sentimento de que nada podemos fazer pela nossa situação ou pela situação da igreja. Alguém já disse que um exército desanimado vai para a batalha com a certeza da derrota. Contou-nos uma missioná­ria, que foi levada de volta para a pátria, inválida, porque, como o seu espírito desmaiou, em conseqüência o seu corpo desmaiou também. Precisamos entender melhor estes ataques do inimigo sobre o nosso espírito e aprender como resistir a eles. Se o inimigo não consegue deslocar-nos da nossa posição, então procura consumir-nos (Dn 7.25) por um cerco prolongado, para que, por fim, pelo total abatimento, emudeça o nosso grito de vitória.


 


5 de Abril


Fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos. (2 Rs 4.4.)


Deviam ficar a sós com Deus, pois não estavam lidando com as leis da natureza, nem com governos humanos, nem com a igreja ou os sacerdotes; nem ainda com o grande profeta de Deus. Deviam estar ali a sós, isolados de qualquer outra pessoa, de qualquer apoio em circunstâncias, de qualquer apoio em raciocínios humanos, e lançados no espaço, por assim dizer, dependendo de Deus somente, em contato com a fonte dos milagres.


Aí está um outro aspecto do plano de operações de Deus, um quarto secreto de intercessão e fé onde todo crente que deseja produzir frutos precisa entrar.


Há ocasiões em que Deus nos cerca com um muro misterioso e nos tira todos os pontos de apoio, todas as maneiras de agir a que estamos acostumados. Ele nos fecha e nos deixa entregues à Sua maneira de agir, maneira inteiramente nova e inesperada para nós, muito diferente dos nossos antigos padrões. É uma situação em que não sabemos exatamente o que vai acontecer; em que Deus está cortando o pano de nossas vidas dentro de um novo molde; e ele nos faz olhar somente para Ele mesmo.


A maioria das pessoas religiosas vive numa espécie de rotina invariável e cansativa, em que podem calcular quase tudo o que vai acontecer. Mas aqueles que Deus está tirando do contexto comum e colocando num contexto especial, bem perto dEle, Ele os fecha num lugar onde tudo o que sabem é que Deus os tem em Sua mão e os está provando. E então esperam nEle somente.


Como aquela viúva, precisamos estar desligados do que é exterior e ligados interiormente ao Senhor apenas, a fim de ver as Suas maravilhas. — Soul Food


É muitas vezes nas provas mais duras que Deus nos permite fazer as mais preciosas descobertas de Si mesmo. — Gems


 


6 de Abril


Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza, e vigiarei para ver o que Deus me dirá. (Hc 2.1.)


Nós só conhecemos o que é esperar em Deus e o que é receber auxílio de Deus, quando há uma expectação vigilante da nossa parte. Se alguma vez deixamos de receber dEle força e proteção, é porque não estamos realmente contando com elas. Muitos socorros que nos são oferecidos do céu passam por nós sem que os gozemos! Por quê? Porque não estamos em nossa torre de vigia para avistar, de longe, que eles vêm chegando, e escancarar as janelas do coração para recebê-los. Quem não está vigilante, à espera do auxílio, pouco receberá. Estejamos atentos à espera da intervenção de Deus nos acontecimentos da nossa vida.


Há um provérbio simples que diz: "Quem espera pela Provi­dência terá sempre providências a esperar." E podemos mudá-lo da seguinte maneira: "Quem não espera providências, nunca terá providências a esperar." Se não pusermos nossas vasilhas na chuva, não apanharemos água.


Precisamos ser mais objetivos e usar mais o bom senso, quando clamamos pelas promessas de Deus. Se víssemos um homem entrar e sair de um banco várias vezes no dia, apenas pondo um cheque sobre o balcão, para tirá-lo em seguida, creio que logo veríamos barrada a entrada dele ali.


Quem vai a um banco e apresenta um cheque, espera ali até receber a importância correspondente, e só então se retira; não sai sem haver completado a transação. Não apresenta o cheque e simplesmente discute sobre o valor da assinatura e a excelência do documento; não, a pessoa quer a importância que lhe cabe, e não se contenta sem ela. Não fica ali só passando o tempo. Pois há muitas pessoas que estão como que brincando com a oração. Não esperam de Deus uma resposta. Assim, só estão passando tempo. Quando oramos, o Pai celestial quer que façamos com Ele uma transação real. — C. H. Spurgeon


"Não será frustrada a tua esperança."


 


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