MEDITAÇÃO 16 A 23 DE FEVEREIRO 2010


16-02-2010

16 de Fevereiro


Eu te afligi, mas não te afligirei mais. (Nm 1.12.) Há um limite para a aflição.


Deus a envia, e a remove. Nós suspiramos e dizemos: "Quando irá acabar?" Esperemos em silên­cio e estejamos pacientes na vontade do Senhor, até que Ele venha. Nosso Pai retira a vara quando está completo o Seu propósito em usá-la.


Se a aflição é enviada para nos provar, para que as nossas virtudes glorifiquem a Deus, ela terminará quando o Senhor nos tiver levado a glorificá-lo.


E por certo não desejaremos que a aflição se vá, enquanto Deus não tiver obtido de nós toda a honra que possamos Lhe dar. Hoje poderá haver "grande bonança". Pois não é verdade que a fúria das ondas pode a qualquer momento dar lugar à calma, com aves marinhas pousando gentilmente sobre as águas?


Após longa tribulação, o instrumento de malhar é dependurado e o trigo descansa no celeiro. Assim como estamos tristes agora, pode ser que daqui a algumas horas estejamos muito felizes.


Não é difícil para o Senhor tornar a noite em dia. Aquele que envia as nuvens pode com igual facilidade limpar o céu. Tenhamos bom ânimo. O futuro que nos aguarda é melhor. Cantemos aleluias em antecipação. C. H. Spurgeon


O grande Agricultor não está sempre debulhando o trigo. A aflição dura apenas algum tempo. As chuvas logo passam. O choro pode durar apenas as poucas horas da curta noite de verão; ao amanhecer já terá passado. Nossa aflição dura apenas um momento. Ela vem para um propósito, "se necessário" (1 Pe 1.6).


O próprio fato de existir a aflição prova que há em nós algo muito precioso ao Senhor; senão Ele não gastaria tanto trabalho e tanto tempo conosco. Cristo não nos provaria se não visse, misturado com a pedra bruta da nossa natureza, o precioso minério da fé; é para separá-lo e torná-lo puro e belo que Ele nos faz passar pela provação.


Tenhamos paciência no sofrimento. Os resultados serão mais do que compensadores, quando virmos como as provações produziram glória de valor eterno e excelente. Receber uma palavra de louvor da parte de Deus; ser honrado diante dos anjos; ser glorificado em Cristo, refletindo nEle a glória que é dEle — ah! isto será mais do que compensador. — Tried by Fire


Como o peso é necessário a certos relógios, e o lastro aos navios, para o devido equilíbrio, assim é a aflição, na nossa vida. Os mais suaves aromas são obtidos sob enorme pressão; as mais delicadas flores crescem nas solidões geladas dos Alpes; as mais belas gemas são as que passaram mais tempo na roda do lapidário; as mais célebres estátuas levaram os maiores golpes de cinzel. Tudo isto, no entanto, está condicionado a leis. Nada acontece que não tenha sido ordenado com inteiro e precioso cuidado e previsão. — Daily Devotional Commentary


 


17 de Fevereiro


... terra que eu dou aos filhos de Israel. (Js 1.2.)


Deus fala aqui no tempo presente. Não se trata de algo que Ele irá fazer, mas que está fazendo neste momento. É assim que fala a fé. É assim que Deus dá. É assim que Ele está vindo ao nosso encontro hoje, no momento presente. Este é o teste da fé. Enquanto esperamos alguma coisa com incerteza, procurando por ela, não estamos crendo. Pode ser esperança, pode ser um desejo ardente, mas não é fé; pois "fé é a certeza de cousas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem". O mandamento com respeito à oração da fé está no imperativo presente: "Tudo o que pedirdes em oração, crede que o tendes recebido, e tê-lo-eis". Já chegamos a este ponto? Será que já nos encontramos com Deus no Seu eterno AGORA? —Josué, de Simpson


A verdadeira fé apóia-se em Deus, e crê antes de ver. Normal­mente, antes de crer queremos alguma evidência de que a nossa petição foi concedida; mas quando andamos por fé, não precisamos de outra evidência além da Palavra de Deus. Ele falou; e segundo a nossa fé nos será feito. Nós veremos, porque cremos, e esta fé nos sustenta nas horas mais difíceis, quando tudo à nossa volta parece contradizer a Palavra de Deus.


O salmista diz: "Pereceria sem dúvida, se não cresse que veria os bens do Senhor na terra dos viventes" (Sl 27.13). Ele ainda não via a resposta do Senhor a suas orações, mas creu que veria; e isto guardou-o de desfalecer.


Se tivermos a fé que crê que verá, ela nos guardará de cairmos em desânimo. Nós nos riremos do impossível; quando nenhum dos recursos humanos puder solucionar a nossa dificuldade, esperare­mos com prazer, para ver como Deus irá abrir um caminho em nosso mar Vermelho. É exatamente nessas ocasiões de dura prova que a nossa fé cresce e se fortifica.


Irmão afligido, você já esperou no Senhor por muitas noites e longos dias, e está com medo de que Ele o tenha esquecido? Não o esqueceu! levante a cabeça e comece a louvá-lO agora mesmo, pela libertação que está a caminho. —Life of Praise


 


18 de Fevereiro


Tudo o que pedirdes em oração, crede que o tendes recebido, e tê-lo-eis. (Mc 11.24.)


Quando meu filho tinha uns dez anos, a avó prometeu-lhe um álbum de selos para o Natal. Chegou o Natal, mas nada do álbum, e nenhuma linha da vovó. Contudo, o assunto não foi comentado; mas quando os amiguinhos vieram ver seus presentes, fiquei surpresa — depois de ter enumerado os vários presentes recebidos, ele acrescen­tou: "E um álbum de selos, da vovó".


Depois de ouvir isto por diversas vezes, chamei-o e disse-lhe: "Mas Jorginho, você não recebeu o álbum. Por que está falando assim?". Houve um olhar de surpresa em seu rosto, como se estivesse achando estranho que eu lhe fizesse aquela pergunta. E respondeu: "Bem, mamãe, mas se a vovó disse que manda, é a mesma coisa." Eu não tive o que dizer.


Passou-se um mês, e nada se ouviu do álbum. Um dia, finalmente, pensando em meu coração por que o álbum não teria vindo, eu lhe disse, para provar sua fé:


"Jorginho, eu acho que a vovó se esqueceu da promessa."


"Não, mamãe," disse ele com firmeza, "não esqueceu, não."


Olhei para a carinha confiante, que por um momento ficou séria e grave, como se ele estivesse considerando no íntimo a possibilidade do que eu havia sugerido. A seguir seu rosto ilumi­nou-se e ele me disse:


"Mamãe, será que não seria bom eu escrever para a vovó, agradecendo o álbum?"


"Não sei," respondi, "pode escrever."


Uma rica verdade espiritual começou a raiar no meu horizonte. Em poucos minutos uma cartinha estava pronta e encaminhada ao correio. E lá foi ele assobiando, confiante na vovó. Poucos dias depois chegou uma carta, dizendo:


"Querido Jorginho, não me esqueci da promessa. Procurei um álbum como você queria, mas não o encontrei. Então encomendei um de Nova York, mas só chegou depois do Natal, e ainda não era como você queria. Já pedi outro, mas como ainda não chegou, mando-lhe agora o dinheiro para comprar um aí. Com amor, a Vovó."


Enquanto lia a carta, estampava no rosto um ar de vitória. "Está vendo, mamãe, eu não lhe disse?" E esta frase saía do fundo de um coração que não duvidara, e que em esperança crera "contra a esperança", que o álbum viria. Enquanto ele confiava, a vovó trabalhava, e no tempo próprio, a fé tornou-se vista.


É tão próprio de nós, seres humanos, querermos ver imediata­mente a resposta de Deus, quando agimos baseados nas suas promessas. Mas o Salvador disse a Tome e a todos os que, como ele, também duvidam: "Bem-aventurados os que não viram e cre­ram". — Mrs. Rounds


 


19 de Fevereiro


Todo o que dá fruto, limpa, para que produza mais fruto ainda. (Jo 15.2.)


Certa vez uma serva de Deus estava perplexa com o grande número de aflições que pareciam fazer dela o seu alvo. Um dia, passando por uma vinha no esplendor do outono, notou que as videiras não estavam podadas e que sua folhagem ostentava um luxuriante viço. Notou ainda que as ervas daninhas e o capim estavam crescendo ali à vontade e que o terreno parecia totalmente em descuido. Enquanto considerava aquilo, Deus lhe deu uma mensagem tão preciosa que ela não pôde deixar de passá-la adiante:


"Filha, você não entende a razão de tantas provações em sua vida? Observe esta vinha e aprenda a lição que aí está. O lavrador deixa de podar, de revolver a terra, de limpar ou de colher o fruto maduro, quando não espera mais nada da vinha naquela estação. Ela é deixada de lado porque a estação de fruto já passou, e qualquer esforço nessa ocasião não traria resultado. A vida livre de sofrimento reflete a mesma inutilidade. Você quer, pois, que eu pare de podar a sua vida? Devo deixá-la entregue a si mesma?" E o cora­ção consolado exclamou: "Não!" — Homera Homer-Dixon


 


20 de Fevereiro


Nada vos será impossível. (Mt 17.20.)


Para aqueles que estão realmente dispostos a apoiar-se no poder do Senhor para guiá-los e dar-lhes vitória, é possível viver a vida crendo totalmente em Suas promessas.


É possível lançarmos diariamente o nosso cuidado sobre Ele, e gozar profunda paz.


É possível purificarmos os pensamentos e as imaginações do nosso coração, num sentido mais profundo.


É possível vermos a vontade de Deus em todas as coisas, e recebê-la, não gemendo, mas cantando.


É possível, se nos refugiarmos no poder divino, ficarmos mais fortes a cada passo.


É possível descobrirmos que, aquilo que antes nos perturbava em nosso propósito de sermos pacientes, puros, hu­mildes, fornece-nos agora uma oportunidade de experimentarmos que o pecado não tem domínio sobre vós. Isto temos por meio dAquele que nos amou, o qual opera em nós a submissão à Sua vontade e uma consciência verdadeira da Sua presença e poder.


Essas possibilidades nos são fornecidas pela graça divina, e por­que são obra dEle, quando as experimentamos, somos levados a nos curvar humildemente a Seus pés e aprendermos a aspirar por mais.


De fato, não podemos ficar satisfeitos com menos do que andar com Deus — cada dia, cada hora, cada momento; em Cristo, pelo poder do Espírito Santo. — H. C. G. Moule


Podemos ter de Deus tudo quanto queremos — Cristo nos põe na mão a chave do tesouro e nos manda que tiremos tudo o que quisermos. Se fosse concedido a alguém acesso aos cofres de um banco e lhe dissessem para tirar dali tudo quanto quisesse, e ele saísse com apenas um cruzeiro, quem seria o culpado de sua pobreza? De quem é a culpa se os filhos de Deus vivem, geralmente, com porções tão pequenas das riquezas gratuitas de Deus? — McLaren


 


21 de Fevereiro


Descansa no Senhor e espera nele. (Sl 37.7.)


Dar-se-á o caso de que você tenha orado, esperado longamente no Senhor, sem que haja nenhuma manifestação?


Você está cansado de ver tudo sempre igual? Está a ponto de desistir? É possível que você esteja esperando de maneira errada. E isso o impede de estar no lugar certo — o lugar onde Ele pode encontrar-Se com você.


"Com paciência o esperamos" (Rm 8.25). A paciência afasta a ansiedade.


Ele disse que viria, e Sua promessa é igual à Sua presença. A paciência afasta o pranto. Por que nos sentirmos tristes e desanima­dos? Ele conhece a nossa necessidade melhor do que nós mesmos, e Seu propósito na espera é trazer mais glória, de toda a situação. A paciência afasta as nossas obras.


A obra que Ele deseja de nós é que creiamos (Jo 6.29). Quando cremos, sabemos que tudo está bem. A paciência afasta o querer imperioso. Muitas vezes desejamos mais alcançar o nosso objetivo do que ver realizada a vontade de Deus naquele assunto.


A paciência afasta o enfraquecimento. Em vez de tomarmos a demora como desculpa para desistir, saibamos que Deus está preparando um suprimento maior para nós, e está-nos preparando para recebê-lo. A paciência afasta a vacilação. Os fundamentos de Deus são firmes; e quando a paciência dEle está em nós, ficamos firmes enquanto esperamos.


A paciência produz adoração. A paci­ência que se manifesta em louvor, e que expressa alegria na longanimidade (Cl 1.11), é a melhor bênção que temos na espera. E enquanto esperamos, tenha "a paciência a sua obra perfeita" (Tg 1.4), e assim acharemos grande enriquecimento. — C. H. P.


Olhando para Jesus


E firmado na Palavra


É que espero em oração


 


Eu vou no poder da graça,


Pois que passa o tempo, e passa...


Senhor, sustenta-me a mão.


Eu Te espero em oração.


 


22 de Fevereiro


Tudo é possível ao que crê. (Mc 9.23.)


Poucas vezes houve uma definição tão boa de fé como a que foi dada certa vez numa de nossas reuniões, por uma idosa senhora de cor, em resposta à pergunta de um jovem. Ele desejava saber como obter auxílio do Senhor na necessidade.


Num gesto bem característico seu, ela apontou o dedo para ele e disse com muita ênfase: "Você tem apenas que crer que Ele deu; e está dado." O grande erro de muitos de nós é que depois de Lhe fazermos um pedido, não cremos que fomos atendidos, mas começa­mos a ajudá-lO e a arranjar outros para ajudá-lO também, esperan­do para ver como Ele vai fazer aquilo.


A fé acrescenta o nosso Amém ao Sim de Deus, e então retira as mãos e deixa Deus acabar a Sua obra. Esta é a linguagem da fé: "Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará/' — Days of Heaven upon Earth


Uma fé operante pode dar graças por uma promessa, embora ela não esteja ainda alcançada; pois sabe que os vales de Deus são tão certos como a própria importância. — Matthew Henry


 


23 de Fevereiro


...veio um leão. (1 Sm 17.34.)


É, na verdade, uma fonte de inspiração e fortalecimento vermos de perto o jovem Davi, e sua confiança em Deus. Pela fé em Deus ele venceu um leão e um urso, e depois derrubou o poderoso Golias. Quando o leão veio e apanhou a ovelha, Deus proporcionou uma oportunidade maravilhosa para a sua vida.


Ninguém pensaria que um leão fosse uma bênção especial de Deus; pensaríamos nisso apenas como um grande perigo. O leão era a oportunidade de Deus, disfarçada. Cada dificuldade que se nos apresenta é, se a recebemos da maneira certa, a oportunidade de Deus. Toda tentação que vem é uma oportunidade de Deus.


Quando vier um "leão", reconheçamo-lo como a oportunidade de Deus, não importa quão feroz ele seja aparentemente. O próprio tabernáculo de Deus no deserto era coberto com peles de animais marinhos e de cabra; ninguém pensaria que ali houvesse glória. E, no entanto, sob aquele tipo de cobertura, manifestava-se a glória de Deus. Que Ele possa abrir os nossos olhos para vê-lO, seja na prova­ção, no perigo, na tentação ou na adversidade. — C. H. P.


 


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