DEVOCIONAL PARA OS DIAS 17 A 22 DE NOVEMBRO 2009


17-11-2009

17 de Novembro


Ouvi o que diz esse juiz injusto. E não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que dia e noite clamam a ele, já que é longânimo para com eles? (Lc 18.6,7.)


Os tempos de Deus não estão às suas ordens. Se o primeiro atrito da pedra não produz fogo, você tem que tentar de novo. Deus ouvirá a oração, mas Ele pode não responder na hora marcada pela nossa mente. Ele Se revelará ao nosso coração que busca, mas não exatamente no momento que marcamos em nossa expectação. Daí a necessidade de perseverança, importunação e súplica.


No tempo em que se produzia fogo pelo atrito de pedra e aço, e dos fósforos de enxofre, tínhamos de fazer o atrito e riscar o fósforo muitas vezes até conseguirmos uma centelha que pegasse no materi­al inflamável; e ficávamos bem contentes quando por fim o conse­guíamos.


E não seremos assim perseverantes e esperançosos quanto às coisas celestiais? Neste assunto há razão para mais certeza de sucesso do que com aqueles fósforos, pois temos aqui promessas de Deus.


Nunca percamos a esperança. O tempo de Deus mostrar misericórdia chegará. Sim, já chegou, se já chegou o tempo de nós crermos. Peça com fé, não duvidando; mas não cesse de pedir, se o Rei está demorando a responder. Risque o fósforo outra vez. Faça voarem as faíscas e tenha preparado o seu material inflamável. Breve você terá fogo. — C. H. Spurgeon


Eu não creio que haja na história do reino de Deus o caso de uma só oração certa, feita no espírito certo, que seja deixada para sempre sem resposta. — Theodore L. Cuyler


 


18 de Novembro


Bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço. (Lc 7.23.)


Às vezes é bem difícil não achar motivo de tropeço em Jesus Cristo. Os tropeços podem estar na esfera das circunstâncias. Suponhamos: eu esperava encontrar grandes oportunidades, no entanto, encontro-me numa prisão — seja uma esfera estreita de convívio ou de serviço, seja um quarto de enfermidade, seja uma posição mal-vista. Sim; mas Ele sabe o que é melhor para mim. Meu ambiente é determinado por Ele. Ele tem em vista fortalecer a minha fé, atrair-me para maior comunhão com Ele, tornar maduro o meu poder. A minha alma prosperará na prisão.


O tropeço pode estar nos domínios da mente. Sou assaltado por perplexidades, indagações que não sei solucionar. Eu havia pensado que, entregando-me a Ele, meu céu estaria sempre claro; porém, muitas vezes está encoberto por névoas e nuvens. Contudo, deixe-me crer que, se as dificuldades permanecem, é para que eu aprenda a confiar nEle ainda com mais singeleza — a confiar e não temer. Sim, e por meio dos meus conflitos mentais sou treinado a ser instrutor para outros homens açoitados por semelhantes tempestades.


O tropeço pode estar na ordem espiritual. Eu tinha imaginado que dentro do Seu aprisco nunca sentiria os ventos cortantes da tentação. Mas é melhor como está, pois a Sua graça é magnificada; o meu caráter é amadurecido; e o Repouso com Ele será mais doce, no fim do dia. Dali olharei para as curvas e provas do caminho e cantarei os louvores do meu Guia. Assim, venha o que vier, aceitarei Sua vontade; e recusarei deixar-me tropeçar no meu amoroso Senhor. — Alexander Smellis


 


19 de Novembro


Tu, que me tens feito ver muitos males e angústias, me darás ainda a vida e me tirarás dos abismos da terra. (Sl 71.20.)


Deus nos mostra, nos faz ver, males e angústias. Assim, enquanto está sendo processada essa parte da nossa educação, temos às vezes de descer aos "abismos da terra", temos de atravessar passagens subterrâneas, temos de ficar enterrados entre os mortos — mas a corda da nossa comunhão com Deus nunca será esticada, demais, a ponto de arrebentar; e Deus a puxará— Ele nos tornará a trazer das profundezas.


Nunca duvide de Deus! Nunca diga que Ele o esqueceu ou abandonou. Nunca pense que Ele não Se compadece de nós. Ele dará ainda a vida.


Em todo emaranhado de fios, há sempre um fio liso, em ordem. Por longo que seja o dia, virá o repouso da noite. As neves do inverno ficam algum tempo sobre a terra, mas finalmente se acabam.


Seja firme, seu trabalho não é vão. Deus ainda virá e o consolará. E quando Ele vem, o coração que havia esquecido o seu cântico rompe em notas alegres, como o salmista: "Eu te louvarei, cantar-te-ei com harpa, meus lábios exultarão." — Selecionado


 


Se recebemos o bem,


O mal não receberemos,


Que da mesma Mão provêm?


É a Mão de Alguém que nos ama,


Que bem sabe o que fazer


E o propósito que tem.


 


20 de Novembro


Bem-aventurado o que espera. (Dn 12.12.)


Esperar pode parecer uma coisa fácil, mas é uma das disposi­ções de espírito que o soldado cristão só aprende a ter após anos de ensino.


Para o guerreiro de Deus a marcha, e a marcha acelerada são muito mais fáceis do que ficar parado.


Há horas de perplexidade, em que o espírito mais pronto, mais desejoso de servir ao Senhor, não sabe que direção tomar. O que fazer então? Agitar-se em desespero? Voltar atrás covardemente, tomar a direita em temor, avançar presunçosamente?


Não, simplesmente esperar. Esperar em oração, todavia. Clame ao Senhor e coloque o caso perante Ele; conte-Lhe a dificuldade e clame por Sua promessa de auxílio.


Esperar com fé. Expresse a sua firme confiança nEle. Creia que, embora Ele o conserve esperando até a meia noite, virá, contudo, no tempo certo; a visão virá, e não tardará.


Esperar em quieta paciência. Não murmure contra a fonte aparente da adversidade, como fizeram os filhos de Israel contra Moisés. Aceite o caso como é, e ponha-o exatamente assim na mão do Deus do concerto — simplesmente, de todo o coração e sem a interferência da sua vontade — dizendo: "Agora, Senhor, não se faça a minha vontade, mas a Tua. Eu não sei o que fazer; estou num ponto extremo; mas esperarei até que Tu abras as águas ou afastes os meus inimigos. Esperarei, ainda que me faças esperar muitos dias, pois meu coração está firmado só em Ti, ó Deus, e meu espírito espera por Ti, na plena convicção de que ainda serás o meu gozo e a minha salvação, o meu refúgio e a minha torre forte." — Morning by Morning


 


21 de Novembro


Entrega o teu caminho ao Senhor. (Sl 37.5.)


Alguma coisa o está perturbando? Seja o que for, vá e conte-o ao Pai. Entregue toda a questão na mão dEle, e você ficará livre daquele peso que deixa o coração dividido e perplexo, e de que o mundo está tão cheio. Quando você estiver para fazer ou sofrer alguma coisa, quando estiver diante de algum negócio ou empreen­dimento, vá e conte-o a Deus; ponha-O bem a par do assunto; sim, sobrecarregue-O com o assunto; e você estará livre de cuidado. Não mais o cuidado, mas haverá uma calma diligência no serviço e quieta dependência dEle para o desenrolar dos seus assuntos.


Entregue o seu cuidado, e entregue-se também com ele, como um só fardo, nas mãos do Senhor. — R. Leighton


Veremos que é impossível entregar nosso caminho ao Senhor se for um caminho que Ele não aprova. É só pela fé que alguém é capaz de entregar o seu caminho ao Senhor; se houver a mínima dúvida no coração, de que o "nosso caminho" seja bom, a fé se recusará a tomar parte. Este entregar do nosso caminho precisa ser um ato continuado, uma atitude, não um ato isolado. Por extraordinária e inesperada que possa parecer a direção de Deus, por próximo que esteja do precipício o caminho por onde Ele vai levá-lo, você não pode tomar da mão dEle as rédeas da direção.


Estamos prontos a submeter todos os nossos caminhos a Deus, para que Ele pronuncie juízo sobre eles? Não há nada que um crente precise examinar tão cuidadosamente como os seus hábitos e pontos-de-vista já estabele­cidos. Pois é fácil achar que Deus automaticamente os aprova. Por que alguns crentes são tão ansiosos, tão temerosos? Evidentemente porque não deixaram o seu caminho com o Senhor. Levaram o fardo a Ele mas o trouxeram de volta consigo. — Selecionado


 


Ontem Te levei meu fardo,


Porém o trouxe comigo...


Agora venho outra vez


E quero deixá-lo aí.


 


 Graças por Tua paciência!


Porque me ensinas, Senhor.


Graças porque me perdoas.


Eu confio nesse amor!


 


22 de Novembro


Credes que posso fazer isso? (Mt 9.28.)


Deus lida com impossibilidades. Nunca é tarde para Ele operar, quando um impossível Lhe é trazido em inteira certeza de fé, por alguém em cuja vida e circunstâncias precisa realizar-se o impossível para que Deus seja glorificado. Se em nossa vida tem havido rebelião, incredulidade, pecado e desastre, nunca é tarde demais para Deus tratar em triunfo com esses trágicos fatos, se forem trazidos a Ele em plena sujeição e confiança. Tem sido dito muitas vezes, e com verdade, que o cristianismo é a única religião que pode resolver a questão do passado do homem. Deus pode "restituir... os anos que a locusta comeu" (Jl 2.25); e Ele o fará, quando pusermos toda a situação, e a nós mesmos, confiantes e sem reservas, na Sua mão. E isto, não por causa do que nós somos, mas do que Ele é. Deus perdoa, e sara, e restaura. Ele é "o Deus de toda a graça". Louvemos o Seu nome, e confiemos nEle. — Sunday School Times


Nós temos um Deus que Se deleita nos impossíveis. Nada é difícil demais para Ele. — Andrew Murray


 




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