10-11-2009

9 de Novembro


Os que se assentam de novo à sua sombra voltarão; serão vivificados como o cereal e florescerão como a vide. (Os 14.7)


O dia terminou com um pesado aguaceiro. As plantas do meu jardim foram encurvadas pela força da chuva. Uma flor de que eu gostava muito e havia admirado por sua beleza e perfume, lá estava exposta ao temporal. Sua haste encurvou-se. A flor pendeu-se. Cerrou as pétalas. Vi o fim da sua glória. E pensei: "Tenho de esperar um ano inteiro para ver outra beleza igual."


A noite passou e veio a manhã; novamente o sol; e o ar da manhã trouxe novas forças à flor. A luz olhou para ela e ela olhou para a luz. Houve contato e comunhão, e energia passou para a flor. Ela ergueu a cabeça, abriu as pétalas, retomou a sua glória e pareceu mais bela do que antes. Fico pensando como se terá passado isso — aquela coisa fraca, entrando em contato com a forte, ganhando força!


Eu não sei dizer como é que através de comunhão com Deus eu posso receber dentro de mim o poder de fazer coisas e de suportar coisas, mas sei que é um fato.


Você está em perigo, através de alguma provação pesada e esmagadora? Busque essa comunhão com o Senhor, e receberá força; e será capaz de vencer. "Eu te fortaleço."


 


10 de Novembro


Abraão, esperando contra a esperança, creu. (Rm 4.18.)


A fé de Abraãc parecia estar em inteira correspondência com o poder e a fidelidade de Jeová. Nas circunstâncias em que se encontrava, já velho, ele não tinha em seu próprio corpo o necessário para que esperasse o cumprimento da promessa. No entanto, creu na Palavra do Senhor e ergueu o olhar para o tempo em que sua descendência seria como as estrelas do céu em multidão.


Ó minha alma, você não tem só uma promessa, como Abraão, mas mil promessas, e muitos exemplos de crentes fiéis: cabe a você, portanto, apoiar-se confiantemente na Palavra de Deus. E embora Ele tarde e o mal pareça crescer mais e mais, não se enfraqueça, antes fortaleça e se alegre, pois que as mais gloriosas promessas de Deus são geralmente cumpridas de maneira tão extraordinária, que Ele vem salvar-nos na hora em que menos parece possível.


Comumente Ele traz Seu socorro em nossa maior necessidade, para que se possa ver que foi mesmo a Sua mão que nos livrou. E Ele escolhe este método para que não confiemos em coisa alguma que vemos ou sentimos, como somos tão inclinados a fazer, mas só e simplesmente na Sua Palavra, da qual podemos depender em qualquer situação. — CM. Von Bogatsky


Lembre-se de que o momento para a fé entrar em ação é justa­mente quando acaba o que se vê. Maiores as dificuldades, mas fácil para a fé. Enquanto existem alguns recursos naturais a fé não avança tão facilmente como quando esses recursos falham. — George Muller


 


11 de Novembro


Seja ele como a chuva que desce sobre a campina ceifada. (Sl 72.6.)


Amós fala das ceifas do rei. O nosso Rei tem muitas segadeiras, e está continuamente aparando os Seus gramados. Quando se ouve o tinido da pedra de amolar sobre a lâmina da segadeira, já se sabe que milhares de folhas verdes de grama e centenas de florinhas vão ser cortadas. Tão bonitas que estavam pela manhã, mas dentro de uma ou duas horas estarão empilhadas em longas fileiras — murchas.


Assim, na vida humana, nós apresentamos um belo espetáculo antes que venha a segadeira da dor, a tosquia do desapontamento, a foice da morte.


Não há método de se obter um gramado aveludado, senão através de repetidas aparas; e não há maneira de se desenvolver um espírito tenro, equilibrado e compassivo senão através das aparas de Deus. Quantas vezes a Palavra compara o homem à erva, e a sua glória à flor da erva! Mas quando a erva é ceifada e seus tenros brotos estão sangrando, e onde havia flores há desolação, temos a melhor hora para caírem as chuvas suaves e mornas.


Ó alma, você foi tosada! O Rei vem a você com Sua afiada segadeira! Não tema a segadeira — depois dela virá a chuva de bênçãos. — F. B. Meyer


 


12 de Novembro


Estes eram oleiros ... moravam ali com o rei para o servirem. (1 Cr 4.23.)


Em qualquer lugar e em qualquer circunstância nós podemos morar com o rei para o servir. Pode ser que o lugar seja desfavorável e não pareça condizer com moradas de rei; pode ser mesmo uma vida no campo, com muito pouco à nossa volta que se pareça com "as saídas" do Rei; talvez o nosso lugar seja entre cercas, com obstáculos de todos os lados; e pode ser, além do mais, que as nossas mãos estejam cheias dos potes e vasos de nossos afazeres diários.


Não importa! O Rei que nos colocou "a/f virá e morará conosco; se há cercas, está bem, pois senão Ele as tiraria. E talvez o que nos parece obstáculo seja para a nossa própria proteção. E quanto aos potes e vasos, bem, isso é exatamente o que Ele achou por bem colocar em nossas mãos, e portanto é, para o momento, o "Seu serviço". — Frances Ridley Havergal


O belo pôr-de-sol e o céu estrelado, a soberba montanha e o mar azul, bosque fragrante e as flores coloridas não têm a beleza da alma que está servindo por amor ao Senhor Jesus, no vaivém comum de uma vida sem poesia. — Faber


Há vidas muito santas em pessoas que nunca se distinguiram como autores nem deixaram alguma obra distinta que as faça lembradas no mundo, mas que viveram como anjos, tendo produzi­do suas flores suaves, escondidas como o lírio no vale isolado à beira da límpida corrente. — Keneth Digby


 


13 de Novembro


Eu o tenho conhecido, que ele há de ordenar a seus filhos e a sua casa depois dele. (Gn 18.19.)


Deus quer pessoas de quem Ele possa depender. Ele pôde dizer de Abraão: "Eu o tenho conhecido, que ele há de ordenar a seus filhos... para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado." De Deus se pode depender; Ele quer que nós sejamos, à Sua semelhança, firmes, apoiáveis e estáveis. E é isto que é fé.


Deus está procurando homens em quem Ele possa pôr o peso de todo o Seu amor, Seu poder e Suas fiéis promessas. As máquinas de Deus são bastante fortes para arrastar qualquer peso que prenda­mos a elas. Infelizmente o cabo que ligamos à máquina muitas vezes é fraco demais para segurar o peso da nossa oração. Por isso, Deus está-nos exercitando e disciplinando para ficarmos estáveis e seguros na vida de fé. Que aprendamos as lições e sejamos firmes. — A. B. Simpson


Deus sabe que você poderá suportar essa provação, senão Ele não a teria enviado. É a confiança dEle em você que explica as tribula­ções da vida, por mais amargas que sejam. Deus conhece as nossas forças, e mede-as até ao último centímetro. Nunca foi dada a ninguém uma provação maior do que as suas forças, por meio de Deus, pudessem suportar.


 


14 de Novembro


Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. (Jo 12.24.)


Vá ao antigo Campo Santo de Northampton, Massachussets, e visite o túmulo de David Brainerd; a seu lado está o de Jerusha Edwards, que ele amou mas não chegou a desposar.


Quantas esperanças e expectações pela causa de Cristo desce­ram para o túmulo com a forma desgastada do jovem missionário. E nada ficava, senão a lembrança querida e um punhado de índios convertidos! Mas o valoroso santo puritano, Jonathan Edwards, pai de Jerusha, que havia esperado ter o jovem como filho, juntou num pequeno livro as memórias de Brainerd. E o livro criou asas e voou além dos mares, e iluminou a mesa de estudos de um estudante de Cambridge: Henry Martin.


Pobre Martin! Por que haveria ele de jogar a vida assim, com todo o seu estudo, talento e oportunidades? O que havia ele realizado, quando regressava das costas de coral da Índia? Quando, com a saúde arruinada, só conseguiu arrastar-se até o sombrio caravançará nas proximidades do mar Negro, em Tocat — onde rastejava sob os arreios empilhados, para de encontro à terra refrescar-se da febre escaldante — e ali morrer só?


Para que esse desperdício?... Da sepultura de Brainerd que morreu tão jovem e do túmulo isolado de Martin, brotou o nobre exército dos missionários de hoje. — Lord Wooley Bacon


 


15 de Novembro


Acima das nossas forças. (2 Co 1.8.) Para que sobre mim repouse o poder de Cristo. (2 Co 12.9.)


Deus permitiu que a crise se apertasse em torno de Jacó, naquela noite em que ele se inclinou em súplicas em Peniel, a fim de levá-lo a apoderar-se de Deus, pois sem a crise ele não teria chegado a esse ponto. E por causa daquele lugar estreito de perigo, Jacó teve a sua fé alargada e cresceu no conhecimento de Deus, como também no poder de uma vida nova e vitoriosa.


Deus teve de fazer Davi passar por uma disciplina longa e penosa, para que ele viesse a conhecer a onipotência e a fidelidade do seu Deus e para que se gravassem aqueles princípios de fé e pie­dade que eram indispensáveis à sua gloriosa carreira como rei de Israel.


Paulo só pôde conhecer todo o significado da promessa "A minha graça te basta", através das situações extremas em que foi colocado. E assim ele aprendeu a fazer uso dela, e através dele a igreja o tem aprendido.


Só as provações e os perigos que atravessamos é que poderiam ter levado alguns de nós a conhecê-lO como O conhecemos, a confiar nEle como confiamos. As nossas situações desesperadoras é que nos obrigaram a tomar dEle toda a graça de que precisávamos.


As dificuldades e obstáculos são os desafios que Deus lança à nossa fé. Quando encontramos obstáculos no caminho do dever, precisamos considerá-los como vasilhas que a fé tem diante de si para encher da plenitude e suficiência de Jesus; e à medida que avançamos, confiando simples e inteiramente nEle, podemos ser provados, podemos ter de esperar e deixar que a paciência tenha a sua obra completa, mas no fim acharemos a pedra removida do se­pulcro e o Senhor esperando para nos recompensar em dobro pelo nosso tempo de prova. — A. B. Simpson


 


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