ARQUEOLOGIA


01-06-2009


DESCOBERTA INSCRIÇÃO HEBRÁICA DE 3.000 ANOS EM JERUSALÉM


Segunda-feira, 01 de Junho de 2009




Asa de jarro antigo traz  inscrito o nome masculino 'Menachem', que ainda hoje é comum entre os judeus.
Arqueólogos escavação no Monte das Oliveiras, em Jerusalém, descobriram uma asa de jarro de quase 3.000 anos que traz uma antiga inscrição hebraica, um achado significantemente mais antigo que a maioria dos artefatos descobertos na cidade antiga, disse um arqueólogo. A asa, da Idade do Ferro, está inscrita com o nome hebreu Menachem, que foi o nome de um rei israelita e ainda hoje é comum entre judeus.
A inscrição inclui ainda uma letra parcialmente intacta, o caractere hebraico lamed, que significa "para". Isso sugere que a jarra foi um presente para alguém chamado Menachem, disse Ron Beeri, que dirige a escavação para a Autoridade de Antiguidades de Israel. Não há indício de que a inscrição se refira ao rei.



Esse mesmo nome e versões variantes já foi encontrado em cerâmica egípcia de até 3.500 anos atrás, e a Bíblia menciona Menachem Ben Gadi como um antigo rei de Israel. Mas esta é a primeira vez que um artefato com o nome é descoberto em Jerusalém, disse Beeri.


"É importante porque mostra que eles realmente usavam o nome Menachem durante o período", disse Beeri. "Não é só da Bíblia, é do registro arqueológico".


Com base no estilo da inscrição, ele datou a asa de cerca de 900 a.C., no período do primeiro templo de Jerusalém.


O vasilhame a que a asa pertencia não foi resgatado, então é impossível dizer para que era usado, disse Beeri. Vasilhames semelhantes podiam conter produtos como óleo ou trigo.


 


 


ARQUEÓLOGOS DIZEM QUE ESCAVAÇÕES MOSTRAM JERUSALÉM MAIOR




JERUSALÉM (Reuters) - Arqueólogos israelenses desencavaram uma muralha situada além dos limites antigos de Jerusalém, mostrando que a cidade construída pelo bíblico rei Davi pode ter sido muito maior do que se pensava até agora.


A Autoridade de Antiguidades de Israel disse acreditar que a muralha de cinco metros de altura fazia parte de uma estrutura de dois andares demolida em 70 d.C., quando os romanos saquearam Jerusalém e destruíram o templo judaico construído pelo rei Herodes.
"De acordo com nossas descobertas, a Jerusalém da antiguidade era muito maior do que se pensava", disse Doron Ben-Ami, da Autoridade de Antiguidades, em coletiva de imprensa concedida perto do sítio das escavações.
Ben-Ami acredita que a estrutura possa ter sido uma seção de um palácio pertencente à rainha Helena da Mesopotâmia, que se converteu ao judaísmo no século 1 d.C. e deixou seu reino, situado no atual Iraque, para ir viver em Jerusalém.
A muralha foi encontrada debaixo de um estacionamento, a cerca de 300 metros ao sul da área conhecida pelos judeus como Monte do Templo e pelos muçulmanos como al-Haram al-Sharif.
Ben-Ami disse que as aberturas estreitas descobertas na base da muralha podem ter sido usadas pelos moradores para fugir da construção quando os romanos a romperam em pedaços, durante o saqueio de Jerusalém.
"Sabemos que a estrutura não foi destruída pelo fogo, mas pelo desmantelamento proposital de suas paredes, feitas de pedras", explicou Ben-Ami.
As escavações trouxeram à luz artefatos que datam do início das eras islâmica, bizantina e helênica, além dos períodos do primeiro e segundo Templo.
O Monte do Templo é o local onde ficava o segundo templo judaico da antiguidade, o único resquício do qual se encontra na Muralha Ocidental, vista pelos judeus como o mais sagrado dos santuários.


 


 


 


DESCOBERTO RESTOS DE PALACIO DE 2.000 ANOS




JERUSALÉM - Arqueólogos israelenses anunciaram nesta quarta-feira a descoberta de vestígios de um palácio do século I d.C., em um bairro de Jerusalém Oriental, ao pé das muralhas da antiga cidade.
A estrutura, descoberta no subúrbio palestino de Silwan, é "relativamente grande e dividida em salas principais", disse à imprensa o diretor das escavações, Doron Ben Ami.
Também foram encontradas moedas que datam da época do segundo templo judeu destruído no ano 70 pelos romanos.
Segundo Ben Ami, existem "muitas possibilidades" de que a estrutura descoberta seja um palácio construído pela rainha Helena da Mesopotâmia (ao norte do atual Iraque), que se converteu ao judaísmo e se instalou em Jerusalém até o ano 40 da Era Cristã.
"A estrutura foi destruída no ano 70, no ano da destruição de Jerusalém pelos romanos", afirmou Ben Ami.
As escavações foram feitas sobre um estacionamento da "cidade de Davi", a antiga Jerusalém, no atual subúrbio de Silwan, em Jerusalém Oriental.
Os palestinos, que desejam transformar Jerusalém Leste na capital de seu futuro Estado, acusam Israel, regularmente, de se aproveitar dos projetos arqueológicos para reforçar sua presença na área e confiscar terrenos palestinos.


 


DILÚVIO POTENCIALIZOU AGRICULTURA NA EUROPA



 




A origem da alegoria bíblica da Arca de Noé parece estar relacionada com uma inundação ocorrida há 8300 anos, tendo contribuído para o desenvolvimento da agricultura, afirmam investigadores.

Partindo de evidências arqueológicas e datações por meio de carbono, os cientistas britânicos dizem que, na altura, uma placa de gelo que cobria a América do Norte derreteu.
Com a subida do nível das águas do mar em cerca de 1,4 metros, os habitantes do sudeste europeu viram-se obrigadas a dispersar-se, o que provocou um crescimento da agricultura no velho continente.
Com isto, o texto publicado no Quaternary Science Reviews indicia que a inundação, a criação de um canal entre os mares Mediterrâneo e Negro e o desenvolvimento da agricultura europeia de então, estão encadeados.
«Quando ocorreu a inundação, as práticas agrícolas parecem ter parado, mas foram restabelecidas uma geração depois por todo o continente», concretiza um dos investigadores.
A ligação ao relato bíblico surge pois parece ter-se dado um fenómeno de destruição generalizada com características semelhantes às relatadas no Génesis.
Segundo o mesmo cientista, «alguns investigadores sugerem que a arca de Noé surgiu devido à inundação no Mar Negro, no final da última era glaciar» e, tendo em conta as características geográficas da região, quem «vivesse naquele local poderia ter a impressão de que todo o mundo estava inundado».


 


 


ESPECIALISTAS JUNTAM FRAGMENTOS DA BÍBLIA DE MAIS DE 1.600 ANOS




Partes do Codex Sinaiticus, de 1.600 anos de idade, e que inclui o primeiro Novo Testamento completo do mundo, estão espalhadas entre Leipzig, Londres e São Petersburgo. Agora os pesquisadores querem digitalizar os fragmentos e publicar o volume inteiro na Internet

Matthias Schulz

Em 1844, Constantin von Tischendorf, um pesquisador da cidade alemã de Leipzig, viajou de camelo até o Cairo passando pelo Deserto do Sinai.
Durante a árdua jornada de 13 dias ele viu "pegadas frescas de tigre" e enfrentou tempestades de areia. Tischendorf ficou debilitado devido à água estagnada "que afeta a parte inferior do abdômen", foi picado por formigas e mosquitos e, em determinada ocasião, a sua tenda foi simplesmente levada pelo vento.

Em maio daquele ano, a sua caravana chegou a uma serra escarpada de montanhas de granito onde Deus - segundo o Êxodo - apareceu para Moisés na forma de um arbusto incandescente. O lugar estava marcado por uma fortaleza espiritual sombreada por ciprestes, romãzeiras e oliveiras: o Monastério de Santa Catarina, construído no ano 550 da nossa era. Um homem usando um robe da Igreja Ortodoxa Grega surgiu na porta alta do monastério e içou o hóspede com uma corda.

Pouco tempo depois, o aventureiro alemão escreveu que uma "jóia de valor totalmente incalculável" caiu em suas mãos. Quando ele puxou uma pilha de páginas soltas de um cesto de lixo que continha peças danificadas de um pergaminho, o seu coração quase parou.

A descoberta no sopé do Monte Sinai está entre as grandes sensações da história científica - e é considerada tão importante quanto a descoberta de Tróia por Heinrich Schliemann e a escavação da tumba de Tutancamon por Howard Carter. Após um total de três viagens ao Egito o professor da Saxônia recuperou 400 páginas de uma Bíblia em péssimo estado, incluindo cerca de um terço do Velho Testamento e a versão completa mais antiga do Novo Testamento. O mundo acadêmico definiu a descoberta simplesmente como a "Número Um".

O livro, confeccionado com peles de animais, custou a vida de mais de 350 vacas. Ele foi escrito com tinta preta e marrom feita de bolotas esmagadas de árvores e fuligem. Os títulos dos salmos e do Cântico dos Cânticos estão em vermelho, e são "da maior elegância", para usar as palavras de Tischendorf.

Uma história de grande aventura gira em torno do Codex Sinaiticus. Foi concedida a Tischendorf uma audiência com o papa. O tsar da Rússia lhe ofereceu dinheiro à vontade e financiou a sua missão final. Porém, apesar da fama, uma sombra paira sobre este homem, que alguns insistem em dizer que foi um ladrão.

Livro fragmentado, reputação abalada

Atualmente partes da antiga Bíblia estão espalhadas pelo mundo. Na cidade de Leipzig, no leste da Alemanha, encontram-se 43 páginas. Quando Tischendorf era vivo, 347 páginas foram parar na Rússia, mas mais tarde Joseph Stalin as vendeu ao governo britânico pelo preço recorde de 100 mil libras esterlinas. Cinco páginas estão guardadas na Biblioteca Russa Nacional em São Petersburgo. Outras 12 permanecem no Egito, no Monastério de Santa Catarina, que ainda abriga a mais antiga comunidade intacta de monges cristãos. Membros dessa comunidade celebram a missa matinal sem interrupção há quase 1.500 anos.

Desde a sua descoberta, ninguém viu o livro como uma peça única. Mas é provável que agora tal situação mude. Teólogos e estudiosos de escritos antigos juntaram forças em um projeto de grande escala para finalmente montar um Codex Sinaiticus completo na Internet. Cada página será novamente examinada, transcrita e digitalizada. A Fundação Alemã de Pesquisa (DFG) contribuiu com 200 mil euros para a iniciativa.

No entanto, a opinião sobre Tischendorf é tão nebulosa e surpreendente como as próprias páginas antigas. Christfried Böttrich, especialista no Novo Testamento da Universidade de Greifswald, na Alemanha, alega que "Tischendorf foi um homem sem máculas e que está acima de qualquer censura".

Mas os monges do Mosteiro de Santa Catarina têm uma imagem menos benigna do pesquisador alemão. Para eles Tischendorf roubou o manuscrito. "O Codex Sinaiticus foi roubado", foi o título de uma matéria publicada em 2000 no "Sunday Times" sobre uma conferência organizada por um comitê parlamentar britânico criado para investigar a questão de artefatos roubados. O príncipe Charles, que é presidente da Fundação Santa Catarina, teria exigido que os manuscritos fossem devolvidos ao Egito.

Ninguém nega que Tischendorf foi um mestre na sua área. Em 1840, quando era um jovem médico, ele descobriu a chave para a tradução de uma Bíblia do século cinco, em Paris, que era considerada indecifrável. O mundo acadêmico ficou estupefato. Mas reservadamente vários acadêmicos consideravam Tischendorf um sabichão que tinha conhecimento sobre várias disciplinas.

Ele fez mais inimigos com o seu campo de trabalho. À época os britânicos estavam realizando entusiasmadamente pesquisas na Terra Santa em busca de velhos manuscritos e registros antigos relacionados ao Messias. Mas durante a sua primeira expedição, em 1844, Tischendorf viajou sozinho até antigas igrejas cópticas no deserto líbio, procurando - e trazendo para casa - páginas frágeis de manuscritos.

Tischendorf era uma figura bem vestida, quase burguesa. Ele usava gorro e acreditava que a sua missão era sagrada ("Vou em nome do Senhor"). Na sua segunda viagem, em 1844, ele foi ao Monte Sinai e descobriu um total de 129 páginas em um cesto de lixo na biblioteca do Monastério de Santa Catarina. O abade deixou que ele ficasse com 43 páginas, e o jovem voltou à Alemanha, onde foi recebido como um herói.

Mas ele não conseguiu deixar de pensar nas cerca de 86 páginas que deixou para trás.

Porfiri Uspenski, um clérigo russo barbudo e acadêmico famoso, estava viajando ao Egito na época. Uspenski trabalhava para o órgão que controla a Igreja Ortodoxa Russa, o Sínodo Sagrado. Ele visitou duas vezes o monastério do Monte Sinai, em 1845 e em 1850, e os monges lhe deram cinco páginas do Codex, que atualmente estão em São Petersburgo.

Em 1853 Tischendorf fez as malas e viajou de volta ao monastério. Essa viagem foi desapontadora. Ele só foi capaz de achar um pequeno fragmento do manuscrito - que era usado pelos monges como marcador de livro. O resto havia desaparecido. No entanto, seis anos depois, ele retornou em grande estilo, patrocinado pelo tsar da Rússia, e foi capaz de distribuir propinas "como um príncipe russo", de acordo com as suas palavras.

Essa missão quase resultou em fracasso. Não parecia haver qualquer sinal do Codex. Tischendorf já havia reservado os camelos para o percurso de volta quando o abade convidou o hóspede a vir até a sua sala para um último drinque. O monge tirou um punhado de papéis de um pano vermelho e mostrou a Tischendorf não só as páginas que este havia deixado para trás, mas outras 260 peças do manuscrito.

Tischendorf ficou pasmado. À luz pálida do luar, ele folheou a cópia mais antiga de Jeremias, do Apocalipse e das Epístolas. "Meus olhos estavam cheios de lágrima e eu fiquei mais feliz do que em qualquer outra ocasião na minha vida", escreveu o pesquisador. Tischendorf foi até o abade e lhe ofereceu 10 mil thalers, mas o clérigo recusou-se a vender o documento.

No entanto, ele permitiu que o professor pegasse emprestado o manuscrito quase completo, de forma que este pudesse ser reproduzido e impresso na Europa. O abade pediu um recibo e fez com que o alemão prometesse entregar as páginas de volta o mais rapidamente possível. Mas Tischendorf teve uma outra idéia: Não seria maravilhoso, disse ele, presentear o tsar com os documentos manuscritos para comemorar o aniversário de 1.000 anos da monarquia russa? Ele garantiu ao abade que isso traria ao mosteiro fama, boa fortuna e dinheiro. Os monges teriam concordado.

"Infelizmente esse plano para o presente não foi adiante", afirma Böttrich, o especialista no Novo Testamento. Pessoas descontentes na corte de São Petersburgo foram contra a idéia, e dez anos depois as páginas ainda estavam no Ministério das Relações Exteriores da Rússia. O arcebispo do Sinai, que era o responsável pelo monastério, só assinou um acordo entre os monges e a corte russa em 18 de novembro de 1869. A irmandade recebeu 9.000 rublos em ouro em troca - e aparentemente eles também queriam um navio a vapor.

Vários detalhes em torno do acordo ainda não foram inteiramente explicados. A nota de presente desapareceu, e os registros relativos à transferência do Codex estão atualmente nos arquivos do Estado russo, onde Natalya Smelova, integrante do projeto da Internet, os está analisando.

O Codex, praticamente completo

O projeto segue a todo vapor em Leipzig. Usando luvas de tecido branco, o conservador Ute Feller remove as páginas uma a uma de uma caixa de depósito que fica no porão. Inspetores munidos de lupas organizam arduamente uma lista de dobras e manchas. Cada abrasão, nota de margem e rasgão no manuscrito é anotado.

Enquanto isso, especialistas na Biblioteca Britânica, em Londres, estão usando instrumentos científicos para examinar o Codex da mesma forma que patologistas inspecionam um cadáver misterioso. Eles pretendem usar análise multiespectral para revelar traços escondidos de tinta, e buracos nas páginas podem responder a outras questões: quando esse magnífico trabalho se fragmentou? Como era a sua capa?

Até mesmo os reclusos monges do Sinai estão envolvidos nesse esforço gigantesco. Durante uma obra de construção na abadia, em 1975, surgiu uma sala cheia de detritos na qual foram encontradas partes adicionais do Codex Sinaiticus. Esse material foi mantido sob rigorosa proteção e não podia ser examinado por acadêmicos - até agora.

Toda a pesquisa - que também envolve especialistas norte-americanos e russos - lançou luz sobre aquilo que muitos consideram um dos primeiros livros do mundo. Ele foi criado entre os anos 330 e 350 da era cristã. Os escribas teriam se sentado a pequenas mesas, munidos de frascos de tinta e de lápis, rabiscando linhas de letras maiúsculas gregas sobre as peles claras de animais. O "Escriba A" foi o mais original. Ele escreveu com letras floreadas, mas foi negligente, esquecendo-se de quatro páginas do Evangelho de São Lucas. Ele simplesmente eliminou a famosa definição de amor na Primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios. Teria isso sido intencional? O "Escriba D" percebeu os erros e acrescentou o texto que estava faltando na margem.

Mas quem teria encomendado o trabalho? Vários pesquisadores acreditam que a ordem veio diretamente de Constantino, o primeiro imperador romano cristão. No ano 313 ele suspendeu todas as sanções estatais contra aquela religião que à época era perseguida como um "culto judeu". Ele ordenou a construção de diversas igrejas, e tinha 50 Bíblias magníficas feitas para disseminar pelo Império Romano a religião pouca conhecida baseada no amor fraternal. O Codex pode ter sido escrito durante esse período.

A seção do Novo Testamento do Codex prova como ele é antigo. Ela inclui não apenas o texto usual, mas também dois capítulos apócrifos, que mais tarde foram removidos pelos fundadores da igreja. A Epístola de Barnabás foi escrita por um aluno dos apóstolos, e o Pastor de Hermas consiste de cinco visões do apocalipse escritas no início do século dois.

Os pesquisadores pretendem apresentar os seus resultados ao mundo até 2010 usando um website. Centenas de milhares de palavras terão que ser traduzidas e digitalizadas até lá. O trabalho é lento, e alguns monges do Monte Sinai ainda ficam furiosos ao ouvir o nome Constantin von Tischendorf.

"Os especialistas passaram os últimos dois meses trabalhando em um pequeno relatório sobre a história inicial do manuscrito", afirma uma pessoa que está envolvida no projeto. "O texto é de apenas uma página, mas eles simplesmente não conseguem concluí-lo".

Ele explica o motivo para a demora: "Todo tipo de consenso desaparece todas as vezes que alguém decide como escrever algo a respeito da situação legal do manuscrito".


 


ARQUEÓLOGO ENCONTRA PROVA DE EXISTÊNCIA DE GENERAL BABILÔNICO CITADO NA BÍBLIA



Londres, 10 jul (EFE).- Com a exceção de reis antigos, é pouco freqüente encontrar provas da existência de personagens que aparecem na Bíblia, mas um pesquisador encontrou, no Museu Britânico, vestígios do general babilônio Nebo-Sarsequim, citado no livro sagrado do cristianismo.


O especialista na civilização assíria Michael Jursa descobriu uma pequena tabuleta de argila na qual o general é citado, informou hoje o Museu Britânico. Segundo a Bíblia, ele tomou parte no ataque a Jerusalém.
A tabuleta data de 595 a.C. e trata de uma oferenda de ouro apresentada por Sarsequim no templo principal da Babilônia, provavelmente em honra aos deuses.
O objeto, gravado com escrita cuneiforme, a mais antiga conhecida pelo homem, é anterior à destruição de Jerusalém pelo Império da Babilônia, em 587 a.C.
De acordo com o capítulo 39 do Livro de Jeremias, Sarsequim esteve ao lado de Nabucodonosor, o rei de Babilônia, no ataque a Jerusalém.
Jursa, catedrático associado da Universidade de Viena, tem estudado tabuletas no Museu Britânico desde 1991.
"Ler tabuletas babilônicas é, às vezes, muito trabalhoso, mas também muito gratificante", disse hoje o especialista, em comunicado divulgado pelo museu.
Atualmente, apenas alguns estudiosos no mundo todo são capazes de decifrar a escrita cuneiforme, utilizada no Oriente Médio entre 3.200 a.C. e o século II d.C..
O Museu Britânico conta com mais de 100 mil tabuletas com inscrições, que são revisadas pelos especialistas.
Fonte: EFE


 


 


 


DESCOBERTAS EM ISRAEL COLMÉIAS DA ÉPOCA DO REI SALOMÃO 




JERUSALÉM (AFP) — Uma série de colméias da época do rei Salomão, as primeiras desse período encontradas no Oriente Médio, foram descobertas recentemente no norte do vale do rio Jordão.
"São as colméias de mel mais antigas conhecidas até agora", declarou o professor Amichai Mazar, do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebréia de Jerusalém.
"Datam dos séculos IX e X antes de Cristo", afirmou o professor, que dirigiu as escavações em Tel Rehov, no setor da cidade de Beit Shean. Essa época corresponde à do rei Salomão e os primeiros reis de Israel.
As escavações estabeleceram que a apicultura era praticada nessa zona em grande escala.
A equipe de Mazar descobriu cerca de 30 colméias repartidas em três fileiras.
Especialistas em apicultura que visitaram o lugar consideraram que a produção das colméias de Tel Rehov era de meia tonelada de mel por ano.
No mesmo lugar também foram encontrados objetos de culto como estatuetas de deusas da fertilidade.


 




 


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